A maternidade com suas dores e delícias
imprimir
20 novembro 2015

Separa que tem briga!!

Postado por: Rafa Manfroi

Discussões, competições, lutas pelo território e divergências de opiniões são alguns dos diversos conflitos vividos pelos irmãos de diferentes idades em diversas famílias nesse mundão afora!!
Siiiim!!! Entender que esse fato não ocorre somente com os nossos filhos já serve de consolo e nos anima a buscar saídas inteligentes e sábias, afinal, se entrar em pé de guerra é mesmo algo comum a todas ou à maioria das famílias (duvido encontrar uma se quer que não tenha), é porque é natural e deve ser tratado também dessa forma, com naturalidade e leveza, sem fazer disso um filme de terror!!

briga de imãos

Mas então, vamos entender como agir nesses momentos difíceis sem atirar as crianças pela janela? Kkkk!!

1.Como permanecer calma e tranquila vendo “o circo pegar fogo” dentro de casa?

Quando as discussões estão aparentemente “normais”, ou seja, sem agressividade verbal ou física, é importante que os pais deem um tempo e um espaço para que os irmãos tentem, por si só, resolver o conflito. Se os pais não dão essa oportunidade, as crianças podem ter dificuldades em lidar com situações difíceis, frustrações e diferenças.

2. Mas será que tem como vê-los brigando sem interrompê-los?

Caso a briga aumente de nível, os pais podem perguntar: “Vocês precisam de ajuda? O que está acontecendo?” E depois de ouvir as duas versões eles podem, inclusive, perguntar como as crianças pensam em resolver aquela questão sem gritar ou brigar. Muitas vezes, a nossa presença é suficiente para que eles consigam achar uma saída. Uma pergunta que ajuda muito é: “Vocês pretendem resolver essa dificuldade ou preferem desligar a tv(ou guardarem o brinquedo) até se acalmarem”? Eles nunca querem perder o que estão fazendo e normalmente inventam uma alternativa.

3. E essas brigas, são realmente negativas ou fazem parte desse tipo de relação?

Quando as briguinhas são alternadas com momentos de carinho e cumplicidade, parceria e afinidades, elas são, sim, naturais e até saudáveis, pois como falamos, com esses conflitos de criança é que acabamos aprendendo a lidar com os conflitos da vida no futuro. Mas se os momentos em casa se resumem a brigas, discussões e principalmente agressividades, é necessário, sim, olhar com mais cuidado e se preciso buscar ajuda.

4. Se a briga partir para agressão qual a primeira medida a tomarmos?

Nesse caso, separá-los se torna necessário para que os dois saiam da zona de conflito, respirem, se acalmem. Depois disso, é importante ouvir cada um deles, acolhê-los e questioná-los: “Como vocês poderiam ter agido nesse momento sem agredir e machucar? Como cada um se sentiu com o erro do outro?” Tentando mostrar que não existe um culpado, mas a responsabilidade de cada um deles nessa relação.

5. Será que o menor é sempre o mais fraco?

Temos que tomar muito cuidado pra não defender sempre o mais novo, que por ser mais imaturo e indefeso muitas vezes acaba sendo poupado de disciplina. Aqui em casa a mais nova que tem 2, toma tudo da mão da mais velha que tem 6. Tira os brinquedos da mão dela, bate quando se sente frustrada, pega as coisas que são da irmã e não dela, chora porque quer o programa dela na t.v, enfim, tenta reinar absoluta na casa!! A tendência natural é de olharmos pra mais velha e dizer: “Filha, ela é pequena!! Releve, entenda, não dê bola, empreste…” Mas isso não é justo!! Ela precisa ser olhada, valorizada e perceber que os pais agem com coerência com as duas, buscando equilíbrio e o que é correto. E a mais nova precisa ser ensinada, mesmo que isso gere alguns choros.

Briga-entre-irmãos1

A Bibi aprendeu a “enganar” a Carolina e eu achei isso super inteligente da parte dela!! Quando ela está com um brinquedo e a Carolina pega das mãos dela, ela corre pegar outro e faz a maior festa com aquele novo brinquedo. Quando a Carolina chega pedindo ela diz:”Ta bom, eu te empresto”(com uma cara de quem está sofrendo muito por ter que emprestar) e corre brincar com aquele que ela queria de fato. Sacada excelente, que mostra o quanto ela pode ser habilidosa, esperta e madura. E ela ama escutar esses elogios da gente!!

Eu sempre digo que depois dos pais, os irmãos são as pessoas mais significativas emocionalmente para nós, pois eles nos proporcionam a feliz oportunidade de aprender a viver em sociedade sendo nós ainda tão pequenos!!
Nessa relação diária de amor e ódio, aprendemos sobre cooperação, troca, generosidade, dar, pedir e receber perdão, emprestar e tomar emprestado, pedir de volta, lutar pelo que desejamos. Treinamos com os irmãos a lidar com as frustrações que mais tarde teremos na vida adulta e aprendemos a trabalhar em equipe, a receber ajuda e sermos cúmplices, aprendendo inclusive a arte de enganar pai e mãe!!

Irmãos são bênçãos gigantes de Deus nas nossas vidas e quando crescemos, percebemos que todos os conflitos vividos valeram a pena e foram necessários!!

Beijos no coração de cada um…
Rafa.
Ah, lembre-se de participar comentando aqui em baixo, contando suas experiências, curtindo e compartilhando este texto com seus amigos. Conto com você pra divulgar esse trabalho!!

Rafa Manfroi é especialista em casais e família, trabalha com educação há mais de 10 anos atendendo em escola e é autora do blog Vamos Educar!!

Gostei

Deixe um comentário:

Comentários

  1. Fernanda Branchi disse:

    Ahahah adorei ler sobre relação entre irmãos eu e o meu irmao nós matavamos qndo crianças e eramos cumplices porém e uma pena nós nos afastamos pela falta de orientação do meu pai na época a psicologia não era uma profissão que se valorizava por isso não era aplicada. Hoje sou mãe de uma pequena e quero mto dar pelo menos mais um irmão creio que a vidavai ter mto mais valor e história pra contar. hoje com mais informações e bate papo aberto se torna mais fácil compreendemos sem condernalos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

topo