A maternidade com suas dores e delícias
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22 abril 2013

Saindo das fraldas

Postado por: Rafa Manfroi

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A pedido de algumas mamães que têm acompanhado o Blog, hoje vamos falar sobre o processo de tirar as fraldas de nossos bebês ( ou crianças), o que funciona, o que não funciona e como enfrentar essa fase do desenvolvimento sem sofrimentos e maiores ansiedades!!

Eu tenho acompanhado no meu círculo de amizades e também com os casais que atendo na escola onde trabalho há 8 anos, mães descabeladas, desesperadas, confusas e desorientadas, vivendo este momento como um grande pesadelo! Por outro lado, vejo mães tranquilas, enfrentando esta fase como qualquer outra fase do desenvolvimento infantil que merece nossa paciência, persistência, entusiasmo e disposição. Não esquecendo de uma boa tolerância à frustração para os incontáveis momentos onde nem tudo sai como planejamos!!

Existem momentos variados para tirar seus filhos das fraldas e ensiná-los a usar o penico ou o vaso e cada momento exige alguns cuidados diferenciados, tendo em vista a maturidade da criança. Porém, alguns pontos são comuns a todas as idades e eu vou compartilhar essas dicas com vocês!

Na minha opinião, incentivar o uso do vaso a um bebê que nem alcançou a habilidade de sentar-se é cedo de mais, é pular uma etapa e se preocupar antes da hora. Não que ela não seja capaz de aprender, mas ao meu ver isso é DESNECESSÁRIO e pode acontecer de forma mais natural, "no tempo ideal da criança". Mas existe um tempo ideal? Sabemos que cada pequeno tem seu tempo de maturidade física e emocional, mas sabemos também que alguns sinais (e não a idade somente) nos mostram que a criança pode estar mais apta, mais preparada para este pulinho do desenvolvimento. 

Quando a criança já senta, já tem maturidade para obedecer a comandos de sim\não, certo\errado, bom\ruim, quando já se faz entender pelos adultos, mesmo que numa linguagem corporal e de sinais, ela estará preparada para entender também este processo. Por falar nisso, gosto muito desta palavra PROCESSO, ela nos lembra que qualquer desenvolvimento não acontece por acaso, da noite para o dia, mas sim dia após dia com etapas vencidas progressivamente, como falar e andar, por exemplo.

Pra começo de conversa, nenhum momento de transição ou de mudança significativa, que possa mexer com o emocional da criança (e da família), deve ser feito com interferências de viagens, visitas em casa, pais ou filhos doentes, chegada de um novo bebê, mudança de casa ou escola, enfim, é necessário (ou ao menos indicado) que você separe 1 mês estável, de rotina tranquila para iniciar essas fases de transições como tirada de fraldas e chupetas ou (principalmente) peito para mamadeira.

Alguns teóricos defendem que se optarmos por tirar as fraldas a partir dos 2 anos, teremos que lidar com algumas dificuldades, em função de que nesta fase a criança já desenvolveu o negativismo e está menos interessada em agradar aos pais e mais determinada a fazer as coisas do seu modo, porém, esta foi exatamente a fase que eu decidi tirar as fraldas da Gabriella e não me arrependi!! Ela já falava, já estava na escola andando a passos bem largos no desenvolvimento da sua  independência e autonomia e super interessada em usar calcinhas iguais as da mamãe e se livrar das fraldas de bebê!

Como ela fez 2 anos em setembro e nós fizemos uma viagem naquele mês, logo após voltarmos iniciamos o processo. Na verdade não iniciamos, mas sim concluimos, já que o processo teve inicio beeeeem antes, quando apresentei o penico a ela e permitia que ela colocasse suas bonecas para fazer xixi e cocô ali, sempre usando de muitos efeitos sonoros e elogios. As bonecas adoravam!! kkkkk, brincadeira, a Bibi é que curtia muito e também se sentava de vez em quando para escutar o barulhinho do seu xixi e depois poder jogar o cocô no vaso e dar tchau!! Ela e o penico estavam super intimos 1 ano antes de nos despedirmos de uma vez por todas das fraldas e talvez por isso tenha sido tão rápido e tranquilo para nós este processo.

Aqui vai um dos registros desses momentos de intimidade com o penico, sem compromisso com o desfralde!

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Foram 2 semanas completas do dia em que iniciamos até o dia que ela não fez mais xixi na calça, com pouquissimos deslizes que aconteceram por descuidos e esquecimentos meus, já que levá-la ao banheiro antes de brincadeiras, depois das refeições, quando íamos na casa de amigos e antes de dormir eram tarefas minhas, que eu fazia mesmo sem que ela pedisse ou concordasse.

Vamos ao passo a passo que a gente tanto gosta?

Encare este processo como algo gostoso, leve e interessante.

No mês que antecede o treinamento, troque as fraldas com mais frequência para que a criança perceba bem a diferença entre estar molhado e estar seco e passe a gostar da sensação de estar limpo.

Pela manhã, quando seu filho acordar, leve-o imediatamente ao banheiro (depois dos chamegos de bom dia, é claro).

Se você optar pelo penico, tenha também um banquinho de apoio para os pés, que facilita na hora de fazer cocô.

Aproveite este momento para contar uma história (ou no meu caso várias), cantar musiquinhas, ou até mesmo imitar os sons do xixi, ele vai gostar!

Se o xixi não sair, fique ali por até 5 minutos e volte logo depois para uma segunda tentativa! Não brigue, não pressione, diga apenas: "Não foi desta vez!! Tentaremos daqui a pouquinho"!!

Se o xixi sair, faça uma festa! Elogios exagerados são bem vindos neste caso. Evite "bom menino", ou "menino bonito", diga "bom trabalho", valorizando seu esforço e sua determinação.

De 30 a 40 minutos depois de ter ingerido liquidos (dependendo da idade a bexiga é maior e eles suportam mais tempo), coloque-o no penico novamente. Faça isso o dia todo e também nos momentos que você perceber que ele pode estar querendo fazer cocô: eles ficam com a postura mais ereta e o semblante mais sério, concentrado.

Inclua a lavagem das mãos no ritual.

Importante!! Nunca pergunte: "Você que ir ao banheiro?", pois não deve ser um convite mas sim um lembrete:" Agora nós vamos ao banheiro"!

Elimine do seu vocabulário as palavras "fedido", "sujo" ou "cacaca", elas podem ter um impacto negativo no processo.

Leve sempre algumas mudas de roupa para caso de acidentes no percurso e caso aconteça dele fazer xixi ou cocô na calça, deixe-o se limpar e trocar de roupa sozinho para que sinta as consequências, porém não brigue e esteja ali para ajudá-lo se necessário.

Não aconselho que os pais parem e recomecem o processo VÁRIAS VEZES, isso PODE TRAZER confusão, duvidas e inseguranças para a criança. Decida começar e permaneça firme mesmo diante das dificuldades. Isso não significa que você não possa voltar atrás, se arrepender e perceber que iniciou o desfralde num momento errado ou não muito indicado, porém, sua decisão precisa acontecer com o máximo de firmeza e convicções possíveis, evitando, assim, desistências no meio do caminho por motivos "pequenos".

Quando a criança estiver acordando seca durante mais ou menos 2 semanas,tire as fraldas da noite e não esqueça de limitar os liquidos pelo menos 1 hora antes de dormir. É bem provável que ela se recuse a usar fraldas à noite, a Gabriella não queria de jeito nenhum e logo deixou de molhar o colchão!

Por fim, não conte com a sorte nem com o acaso! Assuma um papel ativo no treinamento do seu filho e lembre-se de que o sucesso e o fracasso dependem primeiro de como nós, pais, lidamos com os desafios dos nossos filhos!!

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Aqui, numa viagem que coincidiu com o período do processo! Não foi prroblema! Carregamos o penico junto e ainda curtimos as paradas e aproveitamos para registrar os momentos!!

Adorei escrever este post! Sei que todos nós, um dia, nos deparamos com dúvidas a cerca deste tema!!

Te convido a contar aqui sua experiência e dar suas dicas!!

Bjocas!! Rafa.

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Comentários

  1. Rafa Manfroi disse:

    Muito bom, exatamente isso!!

  2. O inicio da retirada das fraldas sempre gera grandes duvidas nos pais. Importante que a familia não tenha pressa, pois a criança que não tem maturidade suficiente para controlar seus músculos que controlam a saída da urina e das fezes e forçada a deixar as fraldas pode ter sérios problemas de incontinência urinária ou de intestino preso.

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