A maternidade com suas dores e delícias
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20 junho 2015

Os sintomas das mães, revelados nos filhos.

Postado por: Rafa Manfroi

 

Esse post eu fiz a partir da leitura de um livro fantástico: "A maternidade e o encontro com a própria sombra" de Laura Gutman, que ganhei de uma amiga muito querida, a Helen. Ela é dona da Grow Up, uma marca exclusiva para crianças e é super engajada com os temas referentes a maternidade. As fotos aqui são em homenagem e agradecimento a ela por esse conhecimento tão essencial!! 

Quando falamos do nascimento de um bebê, pensamos em separação. O corpo do bebê, que antes era totalmente ligado ao da mãe, por onde ele se alimentava, respirava e sobrevivia, agora passa a funcionar separadamente.

post maternidade 2

Embora exista essa separação física, no mundo emocional eles permanecem totalmente ligados. Esse bebê, que ainda não tem seu intelecto formado, vive grudado na identidade da sua mãe, vivendo e se alimentando das emoções dela, ou seja, o que ela sente, ele sente. São dois seres em um só. A mãe/bebê e o bebê/mãe.

Quando temos, por exemplo, um bebê que chora de mais, além das perguntas básicas do plano físico temos que pensar nessa mãe, em como ela está se sentindo, quais os possíveis conflitos que ela está vivendo. O adoecer da criança revela a “sombra” da mãe, ou seja, seus medos, suas dificuldades, seus traumas. Questões escondidas na mãe, que aparecem no filho. Vou dar um exemplo: Se um bebê chora muito e não é possível acalmá-lo mesmo depois de atender às suas necessidades básicas como amamentação, carinho, afago, troca de uma fralda suja, a pergunta precisa ser: Por que essa mãe chora tanto? Se ele parece deprimido e sem energia, a pergunta seria: Que pensamentos inundam a cabeça da mãe? Se ele rejeita o peito da mãe a pergunta deveria ser: Que motivos levariam essa mãe a rejeitar esse bebê?

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Dificilmente olhamos para a mãe. Nosso costume está em cair nos #rótulos: “Esse bebê está fazendo manha, já aprendeu o que é bom, está muito “coleiro”, precisa de limites, deve estar com a imunidade baixa”. Na verdade, nem a própria mãe olha pra dentro ela e acaba seguindo esse mesmo pensamento: “Acho que fui premiada com um bebê chorão, manhoso, dependente e cheio de doenças”. Enquanto que se ela se questionasse e trouxesse pra sua consciência aquilo que está escondido, seus medos, inseguranças, suas dores de alma, poderia “liberar” seu filho de carregar aquilo que é dela.

É como se ela dissesse: “Meu filho, pode deixar que isso é meu, eu resolvo”.

Meu convite, então, é que possamos olhar mais pra dentro de nós mesmas, para aquilo que nos incomoda nas nossas atitudes, na forma como reagimos com as pessoas, no nosso temperamento. Olharmos para a forma como nos colocamos na vida, nas nossas relações e para tudo que nos agita a alma, nos amedronta, nos tira dos eixos.Isso tudo fala muito sobre nós e para nós e precisa, sim, ser valorizado. 

Você já pensou na responsabilidade que é deixar de resolver conflitos pessoais e saber que nossos filhos podem se responsabilizar por eles? 

Beijos no coração de cada um,

Com carinho,Rafa.

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