A maternidade com suas dores e delícias
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07 julho 2015

Muito amor e uma dose de limite!

Postado por: Rafa Manfroi

Amar requer dedicação. Não basta gostar e pronto. Tem que cuidar, dar atenção, estar junto. Isso vale para as amizades, relacionamento a dois e claro, para os filhos. E ás vezes, esse amor e essa dedicação precisam de paciência, de persistência e uma dose inevitável de “nãos”.

Colocar limites seja no bebê, na melhor amiga ou até no cônjuge é sinal de amar e se importar com o outro. Mas qual a forma ideal de colocar limite nos nossos pequenos?

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Os bebês de até 6 meses, estão se organizando no mundo aqui de fora. Nada melhor do que estabelecer uma rotina de horários (não rígidos, mas previsíveis) de mamadas e banhos para ajudá-los a ficarem tranquilos e adaptados.

Até os 2 anos, apesar da criança não entender exatamente o que significa a palavra “não”, ela pode e precisa ser orientada sobre o que esperamos dela, o que ela deve fazer.

Dos 3 aos 5 anos a linguagem já está mais desenvolvida e a criança começa com os famosos “porquês”. Precisamos aproveitar esse momento para explicações mais elaboradas, passando valores e princípios importantes como o respeito aos amiguinhos, aos pais e aos professores.

Após os 6 anos os pais já começam colher aquilo que plantaram, mas ainda é tempo de caprichar nos poderosos elogios, lembrando que devemos elogiar não só quando nossos filhos acertam, mas também quando se empenham para conseguir. Nessa fase eles também têm mais apego a um determinado brinquedo, iped ou t.v, que podem ser tirados como forma de “punir” o não cumprimento de combinados. A criança dessa idade já lembra das regras da casa e pode , inclusive, participar da confecção do “quadro de combinados”.

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Aqui, algumas medidas que funcionam bem:

– Rotina de horários e atividades durante a semana                                                                                                                               

– Firmeza ao falar                                                                                                                                                                               

– Combinados claros e específicos sobre o que pode e não pode

– Ser exemplo da pessoa que desejamos que nossos filhos sejam

– Pai e mãe com mesmo discurso e atitude diante da criança

– “Castigo”: deixar a criança um pouco isolada dos brinquedos, refletindo sobre o que fez, tirar um brinquedo que ela mais gosta ou privá-la de um programa legal.

– Reforço positivo: não aponte só erros, elogie! Faça festa quando ela acertar!

–  Orientação positiva: trocar o não pode pelo que pode e deve ser feito, deixando claro o que se espera da criança.

Erros que devemos evitar:

– Pai dizer não e mãe dizer sim

– Achar que falar uma vez será suficiente

– Ameaçar o que não vai conseguir cumprir

– Entender o choro apenas como revolta e não como uma forma de comunicar o que está sentindo

– Transferir a responsabilidade para o pai da criança ou vice versa

– Delegar a função de ensinar e disciplinar para a escola, babá ou avós.

Limite é amor, é segurança, é aumentar e muito as chances dos nossos filhos serem responsáveis, coerentes e um adulto mais preparado!

A Bíbia diz: “Ensine a criança no caminho em que deve andar e ainda quando crescer não se desviará dele”.

Vamos juntos plantar boas sementes?

Beijos no coração,

Rafa.

Rafa Manfroi é Psicóloga Clínica e Escolar, Especialista em Casais e Família. Atua há mais de 10 anos na área da educação e é autora do Blog Vamos Educar.

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