A maternidade com suas dores e delícias
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20 maio 2013

Mães de meninos! Seus desafios e delícias!

Postado por: Rafa Manfroi

Menino ou menina?

Como vocês já sabem, eu estou grávida do meu segundo filho (a) e à espera do próximo exame de ultrassom, aonde vamos finalmente (se Deus quiser e o bebê ajudar), descobrir o sexo do bebê! Dizem que comer uma barra de chocolate antes do exame deixa o bebê agitado e se mexendo, com maiores possibilidades de abrir as perninhas e como eu quase não gosto desse doce remedinho, vou arriscar uma barra ao leite inteirinha, 20 minutinhos antes do exame!! Sim, 20 minutos, porque eu pretendo comer bem de vagar!! Kkkk!!

Antigamente, antes de ser mãe, quando eu via o segundo filho nascer com o mesmo sexo do primeiro, eu automaticamente pensava: “Coitado, esse era pra ter nascido com o sexo oposto!” Era como se todos os pais do mundo quisessem ter um casal e como se ter dois ou três filhos do mesmo sexo fosse sem graça, fosse um erro!

Depois que eu tive a experiência maravilhosa de ser mãe e ter o foco totalmente voltado para a saúde da minha filha, para o seu bom e perfeito desenvolvimento, minhas prioridades e conceitos realmente mudaram!!

Não é segredo, também, que ser mãe de menina sempre foi um sonho e depois que Deus me deu esse privilégio de ter meu desejo realizado, me sinto muito feliz com a idéia de ter outra menininha, usar todas as roupas que estão guardadas, usar a experiência que eu já tenho com perereca e com o comportamento exagerado e melodramático da maioria das girls e fazer parte desse mundo cor de rosa em que elas estão inseridas!

Mas também não é segredo que ser mãe de menino me assusta um pouco (como acontece com tudo que é desconhecido). Na rua, na escola, no meu local de trabalho, na sala de espera do consultório, eu percebo que os meninos são mais difíceis de “domar”. Eles agem mais por impulso, pedem menos a opinião dos pais, têm uma energia que parece nunca acabar e são mais dados às aventuras, que acabam os colocando em situações de risco e perigo e fazendo com que os cabelos brancos das mães apareçam mais rápido!! Kkkk!!

Enquanto as meninas ficam horas sentadinhas, brincando de fazer comidinha e de colocar os bebês para dormir, eles estão lutando, gritando (detesto essa parte principalmente nos momentos de refeições), empurrando e suando a camisa sem hora de parar!

Esses dias li um artigo de uma mãe de 2 filhos de gêneros diferentes  e ela conta da diferença das experiências de ter sido mãe de uma menina, tranqüila, independente e fácil de lidar e por último de um menino. Quem lê a matéria termina torcendo pra não ter um menino nunca!!kkk!! Ela fala que o amor é exatamente igual, mas que os meninos são muito dependentes, muito manhosos, com menos autonomia que as meninas e grudados ao extremo nas mães, o que acaba “pesando”, sobrecarregando até mesmo o relacionamento mãe e filho. Naquela mesma semana (já com um certo pânico) eu conversei com algumas mães de meninos na escola onde a Bibi estuda e elas me confirmaram o “terror” dizendo que é tudo isso e muito mais!!

Foi então que eu comecei a pensar nos meus dois sobrinhos pequenos, que moram em Cascavel e que eu tenho a oportunidade de acompanhar de perto o desenvolvimento. Eles se parecem muito nessa questão de serem aventureiros, agitados, de subirem em tudo, pularem como uns macaquinhos, usarem mais agressividade e impulsividade no brincar, mas diferem muito em outras questões que envolvem personalidade e estilo de educação, por exemplo.

Foi ai que pedi a uma amiga, mãe de 2 lindos meninos, que escrevesse um pouquinho sobre essa experiência!

Com vocês, a história da Adri, mãe do Felipe e do Dudu!!

adri

Essa nossa história começou assim: Novembro de 2009, Felipe meu primeiro filho vira e fala: “Mamãe, faz um irmãozinho pra mim?” Eu dei risada e perguntei: “Mas Fé, tem que ser um irmão? Ele disse: “Tem, para jogar bola comigo!”

Depois disso eu e o Emerson, meu marido, decidimos ter mais um filho. Daí pra frente o Felipe pedia todo dia uma sementinha para Jesus e Ele nos atendeu em fevereiro de 2010, onde começou a rotina de enjôos, consultas e ultrassons e muitos ultrassons porque  não conseguíamos ver o sexo do bebê. Imaginem a nossa ansiedade!! Mas um belo dia… adivinhem: O Felipe vai ganhar finalmente um irmãozinho!! O Dudu Eduardo, nome que ele escolheu e dizia pra todo mundo exatamente assim kkk!! Ficamos muito felizes e agradecidos a Deus por mais uma benção em nossas vidas. Nosso segundo filho chegou em novembro de 2010 lindo, forte e cheio de saúde.
Bom, e  o que dizer de ser mãe só de meninos? Maravilhoso!!  Eles são uns fofos, levados e muitooo carinhosos.

 Dizem que os meninos são muito arteiros e difíceis de criar, mas comigo, particularmente, está sendo fácil e tranqüilo. Temos nossa rotina, regras e toda atenção e prioridades que cada um precisa. Não tem nada de grudes ou manhas e as exigências são iguais para os dois. O que pode, pode e o que não pode não tem negociação, tem que ser respeitado. Mas apesar dos dois serem meninos, cada um responde à sua maneira as regras da casa. Por exemplo: O Felipe é um gentleman, muito independente, muito inteligente e emotivo. Bastou eu ensinar uma vez  pra ele que não pode riscar as paredes e ele nunca riscou, nunca quebrou um brinquedo, sempre guardou todos os seus livrinhos  e é muito carinhoso comigo e com o pai, com quem ele é muito parecido! Agora o Dudu, ele me deixa loucaaaaaaaaaaaa!! Ele é bagunceiro demais! Ensino que ele não pode riscar as paredes e ele risca do mesmo jeito, ele brinca de quebrar os brinquedos e todos os livrinhos que o Fê guardou ele rasgou. Mas é carinhoso, uma simpatia e um doce com todos! Porém, o oposto do irmão! Eu posso te afirmar, com a minha experiência, que eles vêm prontos com suas personalidades e características, a gente só molda um pouquinho!

Entendo que muitos acham que os meninos são assim de forma geral, mas não é verdade.  Conheço muitos meninos “mal educados”, que não respeitam as regras da casa e que só refletem a educação que recebem em casa.

Enfim, filhos ou filhas não importa, nós amamos e pronto! E todos os dias, quando olho pra eles brincando ou brigando (kkk) eu me apaixono mais e mais e sinto orgulho e muito amor por eles a cada segundo da minha vida. Como eu sempre digo: “ Eu amo do tamanho do céu o meu  Fé precioso e o meu Dudu, precioso pastelão lindo”.

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Beijos a todas as mamães!!

Esse relato da Adri me faz pensar em algumas coisas:

– Filhos do mesmo sexo são normalmente muito diferentes um do outro, isso porque não existe ganho emocional nenhum para o segundo ser igual ao primeiro que já assumiu seu lugar na família e no coração dos pais com seu jeitinho próprio e suas características especiais, sejam elas positivas ou negativas. Isso é totalmente inconsciente, mas o segundo age de forma a ocupar o seu PRÓPRIO espaço, sendo, assim, diferente do irmão mais velho. É muito comum escutar o que a Adri relatou: A educação é a mesma e eles são tão diferentes!!  Agora podemos compreender melhor essa questão!

– A Adri comenta também que educar meninos está sendo fácil e tranqüilo, diferente do que muitos enfrentam. Mas logo depois ela fala da rotina, das regras, da autoridade que eles exercem com os meninos, que ao meu ver é o que faz ser “fácil e tranqüilo”. Não seria se eles simplesmente deixassem acontecer e contassem com a sorte! Eles estão construindo o caráter dos filhos e fazendo deles crianças ajustadas e bem vindas na sociedade.

– Ela fala também que nem todas as características dos meninos são gerais, algumas delas dependem da educação e dos limites dados pelos pais. Essa é uma realidade que presencio todos os dias. Alguns pais se “apóiam” na teoria de que meninos são ”assim mesmo”, arteiros e levados e simplesmente não educam, não corrigem, não disciplinam, não treinam o coração dos seus meninos. Deixam que eles gritem em ambientes fechados onde outras pessoas estão tentando conversar, deixam que sujem todos os cantos por onde passam sem que precisem limpar, permitem que batam nos colegas sem se redimirem e se arrependerem do mal que fizeram, que quebrem brinquedos, que desobedeçam e que se tornem, mais tarde, pessoas difíceis de se relacionar. Precisamos, sim, reconhecer suas habilidades e respeitar suas limitações, mas não podemos jamais deixar de educá-los para respeitarem e serem respeitados.

Terminando, algo que me encanta na vida dos meninos é a praticidade com a qual eles vivem e enfrentam as questões do dia-a-dia e que eu, enquanto mulher gostaria tanto de aprender!

Tenho absoluta certeza de que se Deus me der a oportunidade de ter um garotão, eu serei ricamente desafiada e abençoada com essa experiência!

E vocês, mães de meninos? Contem-nos suas experiências!!

Beijinhos da por enquanto mamãe de menina,Rafa.

 

 

 

                                                                                                      

 

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Comentários

  1. Rafa Manfroi disse:

    Ohhh querida, eu que agradeço seu carinho!! Passe sempre por aqui!!
    Cada fase vem com seus desafios mas também com seus aprendizados!!
    Somos capazes!! Acredite!! Eles crescem rapido e deixam saudades!!
    Beijos no seu coração!!

  2. Drica disse:

    Parabéns rafa agora podemos tirar todas as dúvidas eu queria dormir e acordar com meu filho com 12 anos não é fácil ser mãe aos 40 tenho 48 o Pedro tem oito e muito complicado kkkk parabéns pela sua página susseso

  3. ubuntuvps disse:

    Em post, jovem lancou um novo desafio, chamado de “Maternidade real”, incentivando outras mulheres a compartilharem as tristezas e dificuldades em ser mae, questionando a ilusao repassada de que a maternidade seria “um mar de rosas”

  4. Ana Paula disse:

    Por aqui tenho um príncipe de 2anos e 2meses…eh um menino muito inteligente, muito esperto, bagunceiro, mas muito doce, carinhoso! É um desafio educar uma criança e não sei ainda te dizer se eh mais difícil educar um menino, pq a minha princesa tem 10meseess apenas…rsrsrs! Com o tempo terei essa resposta mais precisa…kkkkk

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