A maternidade com suas dores e delícias
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07 março 2014

Falando sobre Limites

Postado por: Rafa Manfroi

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Neste feriado de Carnaval eu, meu marido e minha irmã estávamos almoçando num restaurante e de repente entraram  no salão 3 crianças correndo e gritando como se estivessem no quintal de suas casas. O dono do restaurante chamou a atenção dos meninos, pediu que parassem, mas uma só vez não foi suficiente.  Foi ai que começamos a refletir sobre a questão dos “Limites”. Falamos sobre as crianças “mal educadas”, desordenadas, que têm comportamentos claros de falta de limites, atitudes que fazem quem está do lado dar aquela olhadinha básica como quem diz: “Cadê os pais desta criança?”. Sem duvida, atitudes desagradáveis.

 Depois falamos de outra questão que é aquele limite talvez desnecessário: será que se uma criança que pede para dormir na cama dos pais realmente não está NECESSITANDO disso? Será que precisa ouvir um NÃO neste momento apenas porque dormir na cama dos pais é julgado errado por tantas pessoas e tantos profissionais? Será que se a criança disse que não quer comer ela não está realmente sem apetite e comer faria com que ela tivesse nojo da comida? Enfim, até onde o limite, nesses casos, seria necessário?  

O limite é algo que traz segurança não só para a vida das crianças, mas dos adultos também. Uma criança sem regras, sem horários, que faz o que quer e na hora que quer, uma criança que não tem limites, que não enxerga um muro de proteção dizendo: “até aqui você pode ir, além daqui fica perigoso”, ela se sente desprotegida e a tendência é que ela busque seus próprios limites. Mas…qual será o limite estabelecido por uma criança? Pois é, é não ter limite algum e viver do jeitinho mais fácil e mais prazeroso, afinal, o que seria mais importante para uma criança imatura emocionalmente do que sentir alegria e satisfação imediatas?

Na escola, onde trabalho com orientação a pais e alunos, a maioria dos casos que chegam até mim está ligada a essa questão de LIMITES. Pais ausentes que dão tudo o que a criança deseja e não precisa, pais superprotetores que não ensinam seus filhos a se responsabilizarem pelos seus atos, pais que não sabem corrigir, são “moles”, não têm autoridade para falar com seus filhos, criam regras, mas nem eles mesmos as cumprem. Pais que não lêem, não buscam informação e auxilio. Têm filhos, porém não os educam.

Mas com que idade a criança deve receber limite? Em que situações? De que forma?

A criança tem um comportamento inadequado, que traz prejuízo a ela ou a outras pessoas? A criança têm ido contra as regras de casa, da escola ou do ambiente em que ela está? Esses são sinais de que você, pai e mãe, precisam conversar, criar regras, estimular e cobrar um comportamento diferenciado, disciplinar tirando algo que ela goste muito, enfim, COLOCAR LIMITES.

Vale lembrar que a criança que recebe NÃO dos pais estará muito mais preparada para receber os incontáveis nãos que a vida lhe dirá.

Gosto de um versículo da Bíblia que diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar e ainda quando crescer não se desviará dele”

Deus abençoe a todos e coragem!!

Com carinho, Rafa. 

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