A maternidade com suas dores e delícias
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05 abril 2016

“Eu vejo você” : Seu filho adolescente precisa dos pais que ele tinha quando era bebê.

Postado por: Rafa Manfroi

Quando nós, pais, temos bebês, entendemos que cair, errar, ralar os joelhos e fazer galos na cabeça são parte natural do processo de aprender a caminhar sozinhos, de crescer, de amadurecer.

Entendemos também que neste mesmo processo, às vezes é necessário segurarmos as suas mãozinhas e encorajá-los, dizendo: “Vamos! Vamos! Você vai conseguir!! “

Quando nossos bebês caem e choram, nossos braços estão sempre prontos a envolvê-los e confortá-los. Enxugamos suas lágrimas e dizemos com amor: “Já vai passar, você está se saindo muito bem”.

Rimos juntos das suas trapalhadas e esperamos com paciência pelas suas vitórias, afinal, temos plena certeza de que elas virão… No seu tempo virão!!

Quando esses lindos e fofos bebês crescem e tornam-se adolescentes, esquecemos que encorajar, ter paciência, dar apoio, mostrar alegria e vibrar com suas conquistas continua sendo importante e necessário!

adolescentes

Esse filho, hoje  adolescente, talvez um pouco diferente, agressivo, calado, recluso, por incrível que pareça também pensa ter mudado de pais. Ele também, vez ou outra, tem a sensação deque o papai e a mamãe que viviam sorrindo pra ele e o exibindo por ai, contando aos quatro ventos as suas novidades e curiosidades, não são mais os mesmos que hoje ele tem em casa: sérios, rabugentos e repressores.

Como está o seu relacionamento com seu filho adolescente? Você ainda sorri pra ele? O pega no colo? Responde pacientemente suas duvidas? Acolhe e compreende seu choro? Dá consolo? Orgulha-se das suas conquistas? Você ainda lembra de abrir caminhos e construir pontes para que a sua caminhada seja mais tranquila?

Se tudo isso se perdeu no meio do caminho enquanto seu bebê crescia e se tornava “independente”, quem sabe este é o momento de você olhar pra ele e dizer: “Filho, eu vejo você!! Vejo sua dor, suas dificuldades. Vejo suas vitórias, seu empenho, sua responsabilidade com a vida. Vejo seus sonhos e quero fazer parte deles te apoiando, te compreendendo, de dando suporte, te amando!! Filho, eu vejo você”!

Você pode ainda dizer… “Filho, você foi crescendo e eu, sem notar, fui acreditando que a minha presença já não fosse mais tão importante.  Hoje eu vejo que falhei e quero me aproximar novamente de você. Quero que saiba que estou aqui pra você. Eu vejo você. “

Vai ser um recomeço e vai valer a pena!! Sintam-se encorajados!!

Com carinho,

Rafa.

Rafaella Manfroi de Carvalho é psicóloga clínica e escolar, especialista em casais e familia. Trabalha há mais de 10 anos com Educação e é autora do Blog Vamos Educar.

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Comentários

  1. Rose Gaspar disse:

    Nossa, lendo este texto parece fácil, tenho duas filhas adolescentes, uma com 17 e outra com 15. As duas bem focadas nos estudos e determinada a uma vaga na universidade, estudam durante o dia todo. Eu vivo para elas e em função de suas necessidades , moramos em SP e sinto necessidade de estar sempre presente, mas mesmo com todo o acompanhamento gostaria de estar mais próximas delas, gostaria de abraçar mais principalmente a de 17, que está sempre mIs agressiva e às vezes quando vou dar um beijo, ou abraço , diz que não quer, e quase sempre me afasto também reclamando de seu comportamento e não chegamos a lugar nenhum, ficando só um espaço entre nós.
    Gostaria muito que elas gastassem mais de estar junto de nós , o que parece mesmo é que elas não gostam muito de estar junto. Às vezes digo que elas só querem a gente quando precisam de alguma coisa.

  2. Graciana disse:

    Sensacional…. É bem isso que acontece … principalmente quando esse adolescente não nos dão trabalho e ainda possuem mais dois irmãos menores… obrigada pela diga…bjsss

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