A maternidade com suas dores e delícias
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30 outubro 2015

Disciplina Positiva e 6 estratégias de correção para dias difíceis

Postado por: Rafa Manfroi

 Pra quem ainda não ouviu ou leu sobre a Disciplina Positiva, vou fazer uma breve introdução: A Disciplina Positiva é uma forma de ensino e correção, que visa não só a mudar um comportamento a curto prazo, naquele exato momento da desobediência ou da crise, mas principalmente uma alternativa de ensino que coloca limites e corrige, mas  sempre com afetividade e respeito, compreendendo a fase de desenvolvimento em que a criança se encontra e suas necessidades. A disciplina positiva evita gritos, castigos, xingamentos, tapas e brigas. Ela prioriza o caminho mais longo (e talvez mais difícil, sim) porém mais saudável: Educar com amor e respeito.

disciplina positiva 1

Aqui, eu trago 6 alternativas de correção para os momentos “difíceis”, onde as crianças de diferentes idades choram, gritam, se jogam no chão, batem nos amigos ou familiares em busca de ganharem o que desejam. São alternativas que proporcionam a pais e filhos um momento de ensino mas também de refletirem sobre suas escolhas, mantendo o que é mais importante: Um vínculo positivo, de respeito e acolhimento.

  1. Saia da zona de conflito– Acalmar os ânimos requer, muitas vezes, sair do ambiente gerador de estresse, mudar os ares. O mais importante, no momento do conflito, é estar junto da criança e não deixá-lo sozinho ou isolado, pois isso definitivamente não favorece o ensino/aprendizagem.
  2. Faça um vínculo com a criança– Olhe nos olhos do seu filho, peça um abraço, diga que você o ama e que deseja muito ajudá-lo. Isso demonstra empatia, amor e carinho e já baixa as defesas dele.
  3. Converse com a criança– Aparentemente, o comportamento dos nossos filhos pode parecer uma simples birra ou manha, mas se investirmos um tempo conversando com eles e percebendo o que de fato essa atitude negativa quer nos mostrar sobre os sentimentos dessa criança e o momento que está vivendo, talvez possamos compreender melhor seu jeito de agir e reagir e possamos ajudá-los de uma forma mais eficaz.
  4. Encontre saídas– Antes de você mesmo dar opções, saídas ou criar estratégias de mudanças, pergunte para a criança o que ela poderia ter feito ao invés de…( gritar, chorar, bater, se jogar no chão, por exemplo). Você vai ver que depois de ser acolhido, a criança se sente livre para poder encontrar rapidamente dentro de si mesmo um novo caminho.
  5. Dê novas opções– Essa alternativa é incrível, porque os pais continuam no comando, exercendo sua autoridade, porém dão a chance da criança fazer algo que ela ama e que traz uma sensação de pertencimento: opinar e escolher. Meninas, que amam escolher seus looks e costumam armar uma guerra quando suas escolhas não são aceitas pelas mães, podem, dessa forma, aprenderem a fazer boas escolhas, tendo seus pais como mentores. Pais ensinando, guiando e conduzindo, como deve ser.
  6. Dê uma nova chance– Nós, adultos, quando erramos, nos sentimos valorizados e aliviados quando recebemos uma chance de fazer de novo e diferente. De acertar. Dar a oportunidade da criança tentar novamente é possibilitar que ela encontre novos caminhos e descubra comportamentos mais saudáveis e positivos. Para crianças menores, uma historinha com fantoches e vozes divertidas pode servir de grande estímulo. Para as maiores, uma sugestão, um exemplo contando da sua própria vida pode ser suficiente.

disciplina positiva 2

Desejo vínculo, amor e disciplina pra casa de vocês. Mas uma disciplina positiva, porque é dessa que todos nós precisamos!!

Beijos no coração, Rafa.

Rafa Manfroi é psicóloga clínica e escolar, especialista em casais e família. Trabalha com Educação há mais de 10 anos e é autora do blog Vamos Educar.

 

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Comentários

  1. Silvana Fontoura da Rosa disse:

    Oi, Rafa! Tudo bem? Gostaria de uma sugestão na situação em que temos vivido. Tenho um filho de 7 anos, sou divorciada e voltei a morar com menus país, pois estou desempregada, no momento. A influência dos avós está muito difícil para a correção. Eles acham que tem que ser como foi do jeito deles, dizem que tem que bater e falam isso na frente dele e de mim. Se só converso e fica refletindo sobre o que fez, dizem que não sei educar e por isso que ele está mal comportado. Infelizmente, ele só funciona na chantagem pra tudo. Se não comer, não toma líquido e não tem sobremesa. Se não for tomar banho, não assiste tv, se não fizer a tarefa, não vai brincar. Já conversei com menus país, mas não surgiu efeito. É o pior, ensinam ele a mentir, pois quando saio e deixo meu filho com eles, falam do meu jeito pra criança e dizem pra ele não me contar. Ele está mentindo muito. Sei que, no momento, não tenho condições de ter a minha casa, o que posso fazer pra não prejudicar meu filho? Abraços!

  2. Thays disse:

    Ja tentei tanta coisa com o Enrico q devo ter confundido ainda mais a cabecinha dele. Ótimas dicas. Começo hj mesmo!

  3. Rafa Carvalho Molina disse:

    Amei e super apoio essa forma de educar…. realmente é o caminho mais difícil e que exige muito, muito de nós pais!
    Porém nossas plantinhas crescerão fortes e nós pais colheremos lindos frutos no futuro…..
    Bj no seu coração Rafa

  4. Alessandra Kaefer Pachenki disse:

    Bom dia!
    Muito bom! Concordo em entender a necessidade da crianca e sair dessa situacao de maneira construtiva, e nao com distanciamento e criticas destrutivas!
    Parabens! Ajuda muito!

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