A maternidade com suas dores e delícias
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07 junho 2013

Bullying: Violência mascarada!

Postado por: Rafa Manfroi

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Você já ouviu falar de Bullying?

Lembrando da sua infância e adolescência, consegue recordar de ter sofrido ou praticado o Bullying?

E hoje, na vida dos seus filhos, na escola, você percebe com freqüência esse comportamento?

Vamos conhecer um pouco mais sobre esse assunto tão falado, tão discutido até mesmo entre as próprias crianças e tão pouco compreendido.

Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica , intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder, ou seja, de um indivíduo mais forte contra outro mais fraco, que não é capaz de se proteger naquele momento. É uma forma de abuso do poder.

Para entendermos melhor, vamos a algumas palavras que nos são mais familiares e sinônimas do bullying: intimidar, ofender, agredir, aterrorizar, dominar, excluir, constranger, oprimir, atormentar. Só não podemos esquecer que para caracterizar o bullying, há a necessidade de que seja um comportamento constante e não esporádico.

Na escola são muito freqüentes as “panelinhas”, a formação de grupinhos que se dividem por afinidade e também a exclusão daqueles ou daquelas que (segundo pesquisa) se vestem de forma diferente, manifestam algum traço de homossexualismo ou até mesmo se destacam pela intelectualidade. Não é por maldade, mas as crianças, sem perceber, acabam cometendo bullying com os colegas, por isso é tão importante que a escola tenha um olhar atento, voltado desde cedo para esta questão, a fim de que “o mal seja cortado pela raiz” e as crianças aprendam a terem outro comportamento onde ninguém saia prejudicado ou ofendido. É importante também que em casa os pais conversem bastante e orientem seus filhos a não excluírem ninguém, não alimentarem preconceitos e nem admitirem serem excluídos por qualquer razão.

Em pesquisas feitas no Brasil, vemos que 42% das vítimas de bullying não solicitam ajuda a colegas, professores ou família, elas se fecham, demonstrando sintomas de isolamento, tristeza, depressão, baixa auto estima, baixo desempenho escolar, falta de apetite ou apetite voraz, consumo de drogas, insônia, medos, inseguranças, dificuldade de concentração, estresse e até mesmo o suicídio. E é exatamente ai que mora o perigo!!

Como este comportamento normalmente acontece longe dos olhos dos professores e dos pais e justamente com crianças que se sentem diminuídas por algum motivo, a tendência é de só ficarmos sabendo quando o emocional de nossas crianças já estiver sofrendo as conseqüências desse comportamento agressivo.

Outra questão preocupante, é que numa forma desesperada de reagir aos insultos sofridos e deixar de serem agredidos, acabam muitas vezes tornando-se agressores. É o grito de socorro!

Na Escola onde trabalho, eu utilizo um material de apoio: " O tesouro da Tartanina" da Universidade da Família, "Um livro a serviço da proteção e prevenção contra o bullying infanto-juvenil", que trabalha tanto a prevenção do Bullying como o incentivo àqueles que por ventura estão sofrendo este mal virem a procurar um adulto de confiança e pedir ajuda. Até porque, nenhuma instituição de ensino desenvolverá um bom trabalho tendo como “normal” ou aceitável um comportamento como este.

Estejamos atentos aos sinais dos nossos filhos e prontos a ajudá-los! Não passando a mão nas suas cabeças e tirando deles a responsabilidade pelos seus atos e erros, mas sabendo discernir a diferença de uma simples discussão ou conflito, de um comportamento de perseguição contínuo, acompanhado de exclusão, agressividade e terrorismo.

Conte-nos a sua experiência ou as suas dúvidas!

Com todo carinho,

Rafa.

 

 

 

 

 

 

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