A maternidade com suas dores e delícias
imprimir
02 novembro 2015

A hora de começar a comer

Postado por: Rafa Manfroi

Sempre fui apaixonada pela alimentação dos bebês e uma questão que sempre enfrentei é a ansiedade materna para começar a oferecer os alimentos bem como a orientação de pediatras, avós, amigas de começar as papinhas antes da hora, muito antes da hora. Vamos conversar sobre isso?

Comecar a comer
A alimentação complementar é uma fase muito importante para a saúde da criança. É nessa etapa que os bebês terão os primeiros contatos com os sabores, cheiros e texturas dos alimentos. Pode parecer simples esse início, mas muitos detalhes precisam estar claros para as mamães a fim de que essa fase seja um sucesso.

A primeira e crucial orientação é a correta idade de início da alimentação. Atualmente os estudos tem recomendado o começo das papinhas no 6º mês, mesmo para as crianças que não estão recebendo o leite materno exclusivamente, ou seja, aquelas que tomam fórmulas infantis. Antes dos 6 meses o bebê precisa somente do leite e não está com o sistema digestório preparado para receber os alimentos. E essa maturidade intestinal pode ocasionar alguns problemas como constipação grave, má absorção, rejeição aos alimentos e redução do ganho de peso. Portanto mamães, vamos ter calma! Nada de oferecer sucos, chás e frutinhas antes da hora.

Além disso, é preciso calma também para entender que essa fase é um novo aprendizado para o bebê, que até o momento estava adaptado apenas a sugar e engolir, e agora precisa abrir a boca, receber uma colher com algo novo, gelado ou quente, salgado ou doce, de outra cor, de outra consistência e ainda aprender o movimento da deglutição da papinha. Por isso que as primeiras colheradas são mais difíceis, até a ânsia de vômito pode aparecer. Mas com tempo e paciência os bebês tendem a estar adaptados no final do primeiro mês de introdução dos alimentos.
Outra nova recomendação super importante é que os sucos não devem fazer parte da rotina da alimentação complementar, devido a sua diluição e baixa densidade calórica, ou seja, vai encher a barriguinha do bebê com poucas calorias, e essa condição tem relação com a prevalência de sobrepeso e obesidade na vida adulta, segundo as pesquisas científicas. Sendo assim, a melhor maneira de oferecer as frutas é na forma de papas, com consistência de purê, bem firme e sem diluição.

O que também é novo na conduta com os bebês é a introdução das carnes, de todos os tipos (boi, frango, peixe, porco) e do ovo inteiro desde a primeira papinha. Essa nova recomendação prevê o aumento do aporte de ferro e zinco desde o 6º mês, para prevenção da carência de ferro e zinco, que estão relacionados com a anemia e com os distúrbios de apetite, muito prevalentes no público infantil.

Contudo, muitas mamães têm inúmeras dúvidas sobre a alimentação complementar, desde o tipo de panela, o uso dos temperos, os tipos de alimentos, a textura, as rotinas, a quantidade de mamas, entre outras que merecem ser ouvidas e respondidas. Nessa hora, o atendimento profissional faz a diferença, pois consegue acalmar os anseios da família e consequentemente garantir o sucesso na hora de começar a comer.

Beijinhos nutritivos,
Ellen.

Nutricionista Ellen Beatriz Pietruszynski

Formada na Universidade Federal de Santa Catarina e com 8 anos de experiência em nutrição infantil, alimentação escolar, culinária infantil e alimentação para bebês.

Gostei

Deixe um comentário:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

topo