A maternidade com suas dores e delícias
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04 julho 2016

6 estratégias para aliviar a briga entre irmãos!!

Postado por: Rafa Manfroi

Discussões, competições, lutas pelo território e divergências são alguns dos diversos conflitos vividos pelos irmãos de diferentes idades em todas as famílias desse mundão!!

Sim!! Entender que esse fato não acontece somente com os nossos filhos já serve de consolo e nos anima a buscar saídas inteligentes e sábias, afinal, se é algo comum a todas ou a maioria das famílias (duvido que alguma não tenha), é porque é natural e deve ser tratado também dessa forma, com naturalidade e leveza, sem fazer disso um filme de terror.

Mas como permanecer calma e tranquila vendo o “circo pegar fogo” dentro de casa?

Será que tem como vê-los brigar sem interrompê-los?

É saudável e necessário mediar seus conflitos e desacordos?

E essas brigas, são realmente negativas ou fazem parte desse tipo de relação?

Eu sempre digo que depois dos pais, os irmãos são as pessoas mais significativas emocionalmente para nós, pois eles nos proporcionam a feliz oportunidade de aprender a viver em sociedade, nessa relação de amor e ódio que experimentamos quase que diariamente.

É com os irmãos que aprendemos sobre cooperação, troca, generosidade, dar, pedir e receber perdão, emprestar, tomar emprestado, pedir de volta e lutar pelo que desejamos.  Treinamos com os irmãos a lidar com as frustrações que mais tarde teremos na vida adulta e aprendemos a trabalhar em equipe, a receber ajuda e sermos cumplices, aprendendo inclusive a arte de enganar os pais (quem nunca enganou que atire a primeira pedra!!Risos!!).

briga irmaos

Mas o que fazer na hora do “arranca rabo”? Do incêndio? Do ataque de unhas e dentes?

Aqui, vou falar de 6 estratégias para aliviar as brigas entre irmãos:

1. Dê a chance deles resolverem sozinhos

A primeira coisa a fazer é perguntar se eles conseguem resolver juntos ou se preferem brincar sozinhos, cada um no seu canto. Normalmente o conflito se resolve aí mesmo porque brincar sozinho não tem a mesma graça e isso é unânime entre as crianças.

É valido, também, incentivá-los a criarem regras para a brincadeira, pois com combinados tudo fica mais organizado, diminuindo as chances de novos “enroscos”.

2. Hora de entrar em cena.

Caso eles continuem em guerra e não consigam, por conta própria achar uma solução, avalie: Se eles estiverem apenas discutindo fique atento, mas não interfira. Caso estejam se agredindo verbal ou fisicamente, é o momento de intervir.

Experimente sentar com os dois, “olhos nos olhos” e ouvir o que cada um tem a dizer sobre o que aconteceu  e como se sentiu. Depois, crie combinados e regras para que essa brincadeira não termine e possa acontecer de forma mais saudável e respeitosa. Um ritual de pedido de desculpas das duas partes ajuda a encerrar o ciclo da “raiva” e iniciar um novo ciclo de respeito e empatia (capacidade de se colocar no lugar do outro).

3. Converse

Não canse de conversar e lembre-se de que quanto menor a criança, mais vezes você terá que repetir!! Gritar, surtar e xingar, pode até fazer a briga acabar temporariamente, mas só funciona a curto prazo porque não ensina, não educa, não faz as crianças olharem para o seu comportamento e buscarem corrigir seus erros, o que acaba resultando numa nova briga pouco tempo depois.

Gritar só ajuda a intimidar. Não dá o modelo do que é saudável e só demonstra desrespeito e impaciência da nossa parte. Conversar demonstra amor e disponibilidade em ajudar.

4. Ensine a compartilhar

Não gosto da palavra dividir, porque sempre remete a perda. Compartilhar me lembra ganho, troca, aprendizado.

Sabemos que crianças pequenas, antes de aprenderem emprestar e se despedir dos seus brinquedos, elas estão criando vínculos, então, estimule o compartilhar, mas sem pressão. Peça que a criança escolha um brinquedo que será apenas dela, deixando os outros à disposição para serem compartilhados!!

Tirar objetos de circulação pode até resolver em curto prazo e acho até bem vindo em alguns momentos quando temos a casa com visitas, estamos hospedados na casa de alguém ou em algum estabelecimento publico, mas não resolve. Em pouco tempo elas passarão a disputar outro brinquedo. O ideal é uma boa conversa e um bom combinado, às vezes até um intimato:  “Ou vocês brincam felizes, compartilhando os brinquedos, ou mamãe vai precisar separá-los. O que vocês preferem? “

5. Desaprove o comportamento e não a criança

Dizer o quanto estamos tristes com as brigas e o quanto desaprovamos o comportamento das crianças é importante, só devemos cuidar para não atingirmos sua auto imagem, por exemplo: “ Fiquei muito triste em ver você batendo no seu irmão quando ele foi brincar com seu carrinho e não quero mais que isso aconteça” é diferente de dizer: “ Você é muito agressivo com seu irmão.” Rótulos limitam a criança e a impedem de mudar e melhorar, por isso não devemos fazer uso deles!!

6. Responsabilize a todos, independente da idade

Temos o instinto de proteger o mais fraco, o menor, o mais dependente, mas devemos tomar o cuidado de não colocar a responsabilidade toda no mais velho, até porque, tenho visto irmãos menores bem espertos e manipuladores porque já acostumaram a serem defendidos e poupados pelos pais. Não se enganem!! Eles costumam ser provocativos e isso precisa ser visto por nós.

Claro que quanto mais velhos mais maduros precisam se mostrar, porém, é importante entendermos o que aconteceu e quem está com a razão, para só então buscarmos a solução.

Boa sorte por ai e por aqui!! 

Com carinho, 

Rafa.

Rafa Manfroi é psicóloga clínica e escolar, especialista em casais e familia. Atua há mais 12 anos na área de educação e é autora do blog Vamos Educar. 

 

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